segunda-feira, 23 de junho de 2008

Filme do Laterna?

A Warner Bros, em um comunicado na última terça (03/06), citou a adaptação do Lanterna Verde entre um dos seus próximos lançamentos. O enredo, ao que parece, não fará relação nenhuma com o longa-metragem da Liga da Justiça (que na verdade voltou à prancheta). A película contará a origem de Hal Jordan, piloto da aeronáutica que recebeu um anel energético do alienígena Abin Sur. Tal jóia o concederá poder cujo limite será sua força de vontade.

Quem assume a direção é Greg Berlanti, que é mais conhecido pelo público por meio de séries dramáticas como Everwood e Dawson’s Creek. O roteiro fica a cargo de Marc Guggenheim e Michael Green. Ambos são mais familiarizados com o universo dos super-heróis. Já que um é roteirista de HQ’s e o outro produz e escreve séries como Smallville e Heroes.

Uma boa notícia aos fãs do Sentinela Esmeralda é que Jack Black não será o protagonista da trama. E que esta não se tratará de uma comédia ao estilo do finado seriado do Batman, que tanto dividiu opiniões dos leitores na década de 1960. Ainda bem, pois se fosse para achincalhar com o Guardião do Setor 2.814 com certeza este seria o caminho ideal (!).

A intenção é transportar para a telona toda a respeitabilidade e heroísmo que cerca a imagem deste personagem emblemático da DC Comics. É o mínimo que se pode esperar de uma produção a respeito de um super-herói que carrega um dos lemas mais simbólicos das Histórias em Quadrinhos: “No dia mais claro, na noite mais densa, o mal sucumbirá ante à minha presença. Da lanterna vem o dom da paz. Para discriminar a luz que a justiça traz. Quem quer o mal tudo perde ante ao poder do Lanterna Verde”.

Enrolando no trabalho discretamente



Extreme Office Play - video powered by Metacafe

Mensagem subliminar

Karen Corr jogadora profissional de sinuca faz uma jogada meio mela cueca e os comentaristas fazem um desenho na tela do que poderia acontecer na próxima jogada e…


Ooops!

Jogo dos "Só perguntas"

Extraído, não! Adaptado do genial programa "Whose Line Is It Anyway?", a turma do Improvável executa com maestria e extrema inteligência o quadro onde as pessoas só podem dialogar através de perguntas.

Isso nunca vai pro Zorra!

Sabia que não ía ficar só naquilo

Previously on Band:
Luciano do Vale desce o páu em colegas.

Kajuru não se contem:




Vai dar merda!

domingo, 22 de junho de 2008

ABC perde para o Paraná e empurra, sem querer (ou não), ainda mais, o América na zona de rebaixamento

Com sete rodadas de atraso, finalmente o Paraná saboreou a sua primeira vitória na Série B do Brasileirão. Os três pontos somados em cima do ABC, após a vitória por 1 a 0 desta sexta, trazem um novo ânimo ao grupo tricolor, e a mentalidade de fugir da zona do rebaixamento é coisa do passado. A ordem agora é se reabilitar na classificação e focar o G-4 da Segundona.



- Essa vitória trás um alívio muito grande. A felicidade no vestiário é muito grande, porque não vencíamos há dois meses - afirma o zagueiro Ricardo Ehle.

- Sempre acreditamos que a má fase iria passar e a primeira vitória viria. No jogo de hoje, não desistimos nunca, fomos em busca do gol até o final. Tiramos aquele peso de ter que ganhar, a ansiedade também, agora não tem mais isso - completa o defensor.

Para o lateral-esquerdo Rogerinho, vindo do ABC, o triunfo poderia ter um gosto especial, porém o jogador minimizou a comemoração em cima do seu ex-clube.

- Tenho muitos amigos lá, não teve nenhum significado especial esta vitória em relação a isso. O importante foi conquistar a primeira vitória no meu novo clube. Vínhamos em uma seqüência em que não perdíamos, mas também não conseguíamos ganhar. Agora é, passo a passo, subir na tabela - diz.

Já o lateral-direito Claudemir temeu que a bola não entrasse.

- Nós criamos muito, a bola não estava entrando, o goleiro do ABC estava inspirado, mas nós sabíamos que era preciso fazer o gol, e a bola acabou entrando na hora certa. Agora é seguir neste caminho para crescer na competição - analisa.

O único susto que o Paraná tomou na partida também serve de aprendizado, de acordo com o volante Vágner.

- Eles tiveram poucas oportunidades no jogo. Sofremos aquele susto ali no final, mas vamos trabalhar nesta semana para isso não ocorrer mais - finaliza.

América perde mais uma, até quando?

Sem muitas dificuldades, apesar de jogar fora de casa, o Avaí manteve a sua invencibilidade na Série B do Brasileirão ao golear o lanterna América-RN por 5 a 1, e entrou na zona de classificação para a elite do futebol brasileiro. O atacante catarinense Vandinho fez o dele e chegou ao 25º gol na temporada. A equipe catarinense subiu para 13 pontos, ocupando a segunda posição, ficando atrás apenas do Corinthians, graças ao empate do Juventude com o Vila Nova por 1 a 1, em Goiânia. O time potiguar segue em último, com três pontos apenas.

O Avaí já joga nesta terça-feira, dia 24, contra o Ceará, em Florianópolis. O América só joga na sexta, dia 27, novamente em Natal, contra o Paraná.

Seleção vence, mas é vaiada

Sai a seleção principal, entra a seleção olímpica. Mas o clima continua ruim para o técnico Dunga. O treinador foi muito criticado pelos torcedores na magra vitória por 1 a 0 sobre a seleção carioca, neste domingo, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. O gol foi marcado por Alexandre Pato após um presente do zagueiro Rodrigo Arroz.

Antes mesmo da partida, os torcedores vaiaram o quando o seu nome foi anunciado pelo auto-falante do estádio Raulino de Oliveira. A seleção olímpica teve uma atuação muito fraca no primeiro tempo. O gol de Alexandre Pato logo aos sete minutos deu a falsa impressão de que seria o show esperado pelos torcedores. O atacante aproveitou uma falha incrível do zagueiro do Flamengo Rodrigo Arroz, que foi recuar a bola para Cássio. Pato chegou primeiro, driblou o goleiro da seleção carioca e tocou com tranqüilidade para o gol vazio.

Massa na frente, será?

Massa vence e faz história na França

Piloto é o segundo brasileiro a triunfar no país e assume liderança do campeonato pela primeira vez desde Senna

Agência

Felipe Massa conseguiu uma vitória histórica no GP da França, disputado neste domingo em Magny-Cours. Esta é apenas a segunda vez que um brasileiro triunfa no país europeu. A primeira foi com Nelson Piquet, em 1985, ainda no circuito de Paul Ricard. De quebra, ele assumiu a liderança do campeonato pela primeira vez em sua carreira.

Massa também é o primeiro líder brasileiro do Mundial de Pilotos desde Ayrton Senna em 1993. O tricampeão assumiu a primeira posição daquela temporada após conseguir sua sétima vitória no GP de Mônaco, no dia 23 de maio. Desde então, nunca mais um piloto do país esteve nesta posição. Massa tem agora 48 pontos, contra 46 de Robert Kubica, atual segundo colocado.

Kimi Raikkonen
, pole position, teve problemas com o escapamento de seu carro no meio da prova e chegou na segunda posição, após ser ultrapassado por Felipe Massa antes da segunda rodada de pit stops. Jarno Trulli, da Toyota, foi o terceiro após segurar de forma sensacional nas últimas voltas o finlandês Heikki Kovalainen, da McLaren, que terminou em quarto, mesmo após perder cinco posições no grid de largada.

Robert Kubica, da BMW Sauber, fez uma corrida burocrática e chegou na quinta posição. Ele agora está em segundo no Mundial de Pilotos, a dois pontos de Massa. Mark Webber, da RBR, errou logo após o primeiro pit stop, mas se recuperou e terminou em sexto em Magny-Cours.

Nelsinho Piquet foi o sétimo, após uma excelente corrida. O brasileiro esteve sempre na zona de pontuação e segurou a pressão de Lewis Hamilton no início da prova de forma exemplar. No fim, ele ainda foi premiado com um dos poucos erros do bicampeão mundial Fernando Alonso na corrida e ganhou dois pontos no campeonato. O espanhol, companheiro de Nelsinho, fechou a zona de pontuação com a oitava posição.

Lewis Hamilton fez mais uma corrida apagada, com outro erro bisonho. Ele, que já tinha sido punido com a perda de dez posições no grid de largada, teve de fazer um drive through após cortar a chicane Nürburgring, enquanto ultrapassava Sebastian Vettel na primeira volta. O piloto da McLaren chegou apenas na décima posição.

Tabela:

  • 1 F. Massa (BRA) 48 pts
  • 2 R. Kubica (POL) 46 pts
  • 3 K. Raikkonen (FIN) 43 pts
  • 4 L. Hamilton (ING) 38 pts
  • 5 N. Heidfeld (ALE) 28 pts
  • 6 H. Kovalainen (FIN) 20 pts
  • 7 J. Trulli (ITA) 18 pts
  • 8 M. Webber (AUS) 18 pts
Dados atualizados em 22/06/2008 - 12h45

sábado, 21 de junho de 2008

Especial - Indiana Jones

Indiana Jones é um personagem criado por Steven Spielberg e George Lucas e é vivido por Harrison Ford, e é o protagonista de diversos filmes, jogos de computador e até uma série de televisão.
Henry Jones Júnior é um indivíduo com vida dupla: além de um pacato professor de Arqueologia, é um aventureiro destemido e pouco convencional, que usa uma pistola, um chicote e um inseparável chapéu e é mais conhecido por Indiana, apelido tirado do nome do cão que pertencia a sua família na época da juventude do herói. A maioria de suas aventuras ocorrem na década de 1930. No primeiro e terceiro filmes, o herói enfrenta forças nazistas que querem se apossar de famosas relíquias judaico-cristãs, a Arca da Aliança e o Santo Graal, respectivamente, com o intuito de utilizar seus poderes para o mal. O segundo filme ambienta-se na Índia, então colônia inglesa, e mostra o arqueólogo em busca das pedras de Sankara. No quarto filme, ambientado em 1957, Indiana tem que impedir que a lendária Caveira de Cristal de Akator caia nas mãos de perigosos agentes soviéticos.

Os caçadores da Arca Perdida
Raiders of the Lost Ark (Os caçadores da arca perdida), é um filme de 1981, do gênero aventura, dirigido por Steven Spielberg e baseado em história de George Lucas.
Em 1936, o arqueólogo Indiana Jones é contratado para encontrar a Arca da Aliança que, segundo as escrituras, conteria Os Dez Mandamentos que Moisés trouxe do Monte Sinai. Mas como a lenda diz que o exército que a possuir será invencível, Indiana Jones terá como adversário na busca pela arca perdida o exército nazista, em missão a mando próprio do Adolf Hitler.
Curiosidades

  • Os caçadores da arca perdida iniciou uma série, seguida por Indiana Jones e o templo da perdição (1984), Indiana Jones e a última cruzada (1989) e o vindouro Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (2008) e os jogo de videogame Indiana Jones e a Tumba do Imperador e a série de tv Crônicas do Jovem Indiana Jones e o livro Indiana Jones e os Sete Véus.
  • O primeiro ator contatado para interpretar Indiana Jones foi Tom Selleck, que teve que recusar o papel devido ao seu trabalho na série de televisão estadunidense Magnum.
  • O nome "Indiana" veio do nome do cachorro de George Lucas, um dos criadores da história de Os caçadores da arca perdida. O nome do personagem a princípio era Indiana Smith mas, por sugestão de Steven Spielberg, Lucas decidiu trocá-lo por um nome de mais impacto, resultando em "Indiana Jones".
  • Nos hieróglifos encontrados por Indiana Jones no Poço das Almas, podem ser vistas inscrições com as imagens de R2-D2 e C-3PO, uma homenagem do diretor à série Star Wars.
  • O personagem Marcus Brody, de Denholm Elliot, e Sallah, vivido por John-Rhys Davis, voltariam a aparecer em Indiana Jones e a última cruzada. Já Marion Ravenwood, vivida por Karen Allen, a namorada de Indiana Jones]em Os caçadores da arca perdida, volta em Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull como esposa de Indiana Jones.
  • O pai de Marion Ravenwood, Abner Ravenwood, que teria morrido em Os Caçadores da Arca Perdida, foi "ressuscitado" em Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull.



Indiana Jones e o Templo da Perdição
Indiana Jones and the Temple of Doom (Indiana Jones e o templo da perdição) é um filme de 1984, do gênero aventura, dirigido por Steven Spielberg e baseado em história de George Lucas.
O arqueólogo Indiana Jones tem que recuperar as pedras mágicas roubadas por um feiticeiro e libertar uma aldeia onde ele faz sacrifícios humanos e escraviza crianças.

Curiosidades
  • Indiana Jones e o templo da perdição é o segundo filme protagonizado pelo personagem "Indiana Jones"; o anterior foi Os caçadores da arca perdida, lançado três anos antes. Mas, seguindo a cronologia dos personagens, os acontecimentos de Indiana Jones e o templo da perdição ocorreram antes dos de Os caçadores da arca perdida.
  • O diretor Steven Spielberg aparece numa ponta, como um dos turistas no aeroporto.
  • O nome do clube que aparece logo no início do filme é "Club Obi-Wan", uma referência à série "Guerra nas Estrelas", dirigida por George Lucas.
  • Sharon Stone foi um dos nomes cogitados para o papel de "Willie Scott".
  • "Willie Scott" é o nome do cão de Steven Spielberg.
  • "Short Round" é o nome do cão do roteirista Willard Huyck.
  • Amrish Puri teve que raspar os cabelos para fazer o papel do vilão "Mola Ram" e isso criou tal impressão que ele decidiu manter a cabeça raspada e tornou-se um dos mais populares vilões do cinema indiano.
  • O filme foi considerado racista na Índia.


Indiana Jones e a Última Cruzada
Indiana Jones and the Last Crusade (Indiana Jones e a última cruzada) é um filme de 1989, do gênero aventura, dirigido por Steven Spielberg e baseado em história de George Lucas.
Curiosidades
  • Sean Connery, que interpreta o pai do personagem de Harrison Ford, é apenas doze anos mais velho que Ford. A sua presença no filme deve-se à declarada vontade frustrada de Spielberg de dirigir um filme de James Bond (que dessa forma se tornou uma espécie de "pai" de Indiana Jones).
  • Indiana Jones e a Última Cruzada explica a origem do medo por cobras que o personagem Indiana tem, citado em Os caçadores da arca perdida.
  • O diretor Steven Spielberg incluiu na cena de abertura um tributo pessoal à sua experiência como escoteiro quando garoto.
  • Este é o terceiro filme da série Indiana Jones; os anteriores foram Os caçadores da arca perdida (1981) e Indiana Jones e o templo da perdição (1984).
  • O quarto filme da série Indiana Jones será Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal ("Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull"). O filme, que é dirigido por Steven Spielberg, estreiou mundialmente em 22 de maio de 2008. No elenco estão Shia LaBeouf e Cate Blanchett.


INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL


Depois de duas décadas aturando imitações, finalmente um legítimo Indiana Jones chega ao circuito. A espera foi longa e muitos duvidaram se ainda haveria lugar para um herói de chicote e chapéu em meio a super-seres, entre outras invencionices modernas da nova era digital do cinema.

Depois veio o questionamento de que Harrison Ford estava muito velho para o papel. Como acreditar que um senhor de 65 anos de idade pudesse protagonizar peripécias inacreditáveis. Ainda tiveram outros que torceram nariz lembrando que George Lucas não era o profissional mais indicado para ressuscitar franquias de sucesso, visto seu trabalho na segunda trilogia de “Star Wars”. O descrédito era tanto que até o cineasta Steven Spielberg também não foi poupado das críticas, que afirmavam que ele não era mais o Peter Pan da 7º arte. Com a velhice, seus filmes teriam se tornado muito adultos e paranóicos, principalmente após os ataques do dia 11/09.

Contrariando todos os pessimistas, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull, 2008) é uma ótima aventura escapista com seqüências cheias de adrenalina, amarradas por uma trama redonda e inteligente que homenageia os três filmes anteriores. Os fãs ficarão semanas refletindo sobre várias cenas e diálogos inseridos propositalmente por Spielberg e Lucas com o objetivo de criar um elo entre as quatro produções.

A história avança para 1957 em relação ao último filme. Indiana Jones e seu ajudante Mac escapam por pouco de um encontro com agentes soviéticos, em um campo de pouso remoto. Agora Indiana está de volta à sua casa na Universidade Marshall, mas seu amigo e reitor da escola, Dean Stanforth, explica que suas ações recentes o tornaram alvo de suspeita e que o governo está pressionando para que o demita. Ao deixar a cidade Indiana conhece o rebelde jovem Mutt Williams, que tem uma proposta: caso o ajude em uma missão Indiana pode deparar-se com a caveira de cristal de Akator. Agentes soviéticos também estão em busca do artefato, entre eles a fria e bela Irina Spalko, cujo esquadrão de elite está cruzando o globo atrás da Caveira de Cristal.

Ao ambientar a história nos anos 50, Spielberg e Lucas puderam reverenciar sua infância reunindo vários elementos que sempre foram presentes em suas filmografias como o inicio do rock ‘n roll, jovens travestidos com casacos de couro em poderosas motocicletas, o perigo atômico, a guerra fria com os russos, a perseguição comunista nos EUA, o inicio da obsessão pela paranormalidade e obviamente, visitantes de outros planetas, influência de dezenas de filmes de ficção cientifica produzidos nesse período, que pontuaram a formação dos dois. Percebe-se que a narrativa flerta com a própria vida pessoal da dupla, tornando a nova aventura de Indiana Jones um grande encontro de velhos amigos.

Além dessas referências, o próprio cinema recebe uma homenagem que irá emocionar os cinéfilos mais atentos. Esse tributo vem caracterizado nos personagens coadjuvantes. Shia LaBeouf, que faz Mutt Williams, representa Johnny do filme “O Selvagem” (1953), interpretado por Marlon Brando. O personagem virou ícone de uma geração pós-guerra e influencia até hoje a moda. Cate Blanchett, no papel da agente soviética Irina Spalko, fala com um sotaque carregado em uma postura quase caricatural que é uma clara alusão ao jeito de interpretar da atriz alemã Marlene Dietrich, estrela da era de ouro de Hollywood. Seu personagem também lembra os famosos vilões dos filmes com James Bond, o agente 007, que motivou cineasta Steven Spielberg na criação de Indiana Jones.

São coadjuvantes que estão a altura do herói mais famoso da telona. Com eles, Ray Winstone no papel de Mac e Jim Broadbent, que faz o reitor da escola Dean Stanforth. Ele substitui, em um papel similar, o falecido Denholm Elliott, que fez Marcus Brody (morreu em 1992 em decorrência da Aids) nos três primeiros filmes.

Fora os personagens, os filmes também foram lembrados. Podemos citar “Alien”, de Ridley Scott, em que o crânio do alienígena lembra o da caveira de cristal. Spielberg e Lucas aproveitaram para escalar John Hurt no papel do professor Oxley, responsável em carregar a tal caveira pelo filme em uma mochila perto de seu torso.

Em “Alien”, John foi a primeira vítima do alienígena, quando o pequeno monstrengo saiu de sua barriga a explodindo em vísceras. O próprio Spielberg não escapou: “Contatos Imediatos do 3º Grau”, produção dirigida pelo cineasta, também é reverenciado. Até o personagem Tarzan serviu de inspiração para uma cena bem humorada envolvendo Shia LaBeouf.

Na última cena, Spielberg e Lucas apontam qual pode ser o futuro do personagem. Isso vai depender das bilheterias e da vontade de ambos em retornarem ao projeto. Independente dos possíveis desdobramentos, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal deve ser apreciado com chapéu e chicote no cinema. Ao final, é impossível não cantarolar a antológica musica tema criada por John Williams.

Tema por John Williams:

Entrevista com George Lucas:



Entrevista com Harrison Ford


Entrevista com Steven Spielberg





Making Of



Crônica por Alexandre Inagaki
A biografia não-autorizada de Indiana Jones

Se aventura tem um nome, só pode ser Indiana Jones. Ao protagonizar três filmes - Caçadores da Arca Perdida (1981), Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984) e Indiana Jones e a Última Cruzada (1989) - que juntos arrecadaram mais de 1 bilhão de dólares nas bilheterias do mundo inteiro, o arqueólo

go criado pela dupla Steven Spielberg e George Lucas entrou para a história do cinema como o maior aventureiro de todos os tempos.

Capa de um dos DVDs com episódios da série O Jovem Indiana Jones.Se você se lembra do terceiro filme da saga, sabe que Indiana na verdade chama-se Henry Jones Jr., e que o herói interpretado por Harrison Ford, por detestar ser chamado de Júnior, assumiu a alcunha de Indiana Jones pegando emprestado o nome do seu cachorro. Do mesmo modo, deve ter acompanhado as peripécias vividas por Indy em lugares tão exóticos

e distantes quanto os desertos do Egito, as selvas da Índia, catacumbas subterrâneas em Veneza, vilarejos no Tibete, a floresta amazônica e a Terra Santa, e está ansioso para assistir a Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, que estréia no dia 22 de maio, certo? Porém, se você pensa que as aventuras de Indy se resumem apenas ao que foi exibido nos cinemas, saiba que elas foram apenas o começo. Porque nosso herói prosseguiu com sua saga nos livros, histórias em quadrinhos, videogames e o seriado O Jovem Indiana Jones (1992), todos produzidos pela Lucas Licensing (empresa de George Lucas).

Graças às informações adicionais trazidas por todos os spinoffs da saga cinematográfica, é possível fazer uma biografia quase completa deste personagem que foi interpretado por cinco diferentes atores durante as várias fases de sua vida. Além de Harrison Ford (que filmou Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal do alto de seus 65 anos de idade) e River Phoenix (intérprete do jovem Indy na seqüência inicial de Indiana Jones e a Última Cruzada), o arqueólogo ganhou na série de TV os rostos de Corey Carrier (aos 8 anos de idade), Sean Patrick Flanery (dos 17 aos 21 anos) e George Hall (o Indy ancião). O seriado, aliás, começa com a exibição de um velhinho Indiana Jones de tapa-olho, aos 93 anos de idade, contando a dois jovens a primeira aventura que viveu ao lado do pai: uma viage

m ao Egito na qual conheceu duas figuras históricas, Lawrence da Arábia e Howard Carter, o arqueológo que descobriu a tumba de Tutancâmon.


Indiana Jones aos 8 e aos 93 anos de idade, em imagens extraídas da série de televisão.

* * * * *

Henry Jones Jr. nasceu na Escócia, no dia 1 de julho de 1899. Filho de Anna e Henry Jones, desde pequeno acompanhou o pai, arqueólogo formado na Univer

sidade de Oxford, em suas viagens ao redor do mundo. Em 1908, conhece seu primeiro amor: a Princesa Sofia, filha do arquiduque Franz Ferdinand. Porém, por se tratar de um plebeu, Júnior é proibido de vê-la novamente - seria o primeiro de tantos desencontros amorosos em sua vida. Ainda criança, decide adotar o nome de Indiana, nome de seu cachorro, por abominar ser chamado de "Júnior". É o primeiro ato de rebeldia contra o pai.

Em maio de 1912, sua mãe Anna contrai febre escarlate e morre, aos 34 anos de idade. Abalado pela tragédia, Indy viaja, junto com sua tutora, para a América. Mais especificamente, para a cidade de Boston, onde seu pai dá aulas em uma universid

ade. No verão daquele mesmo ano Indy adquire seu famoso chapéu, seu chicote, a cicatriz no queixo e a fobia por cobras, em uma aventura retratada no prólogo de Indiana Jones e a Última Cruzada. Em 1913 encontra pela primeira vez Marcus Brody (personagem interpretado por Denholm Elliott, ator falecido em 1992, nos três primeiros filmes), com quem viaja em uma expedição para o Egito. Depois, decide contrariar os desejos do pai, que queria que Indy prosseguisse seus estudos na Universidade de Princeton, p

artindo em viagens mundo afora em busca de aventuras que o levarão a encontrar personagens históricos como Pancho Villa, Ernest Hemingway e Mata Hari, e a lutar na Primeira Guerra Mundial.


Fotos de um álbum de família: Henry e Anna Jones, os pais de Indiana.

Com o fim da guerra Indy retoma aos Estados Unidos, a fim de estudar Arqueologia na Universidade de Chicago. Lá, torna-se aluno do professor Abner Ravenwood e apaixona-se por sua filha, Marion (apresentada em Caçadores da Arca Perdida na pele da atriz Karen Allen). Distancia-se dela, no entanto, ao mudar-se para a França a fim de fazer graduação em Lingüística em Sorbonne. O ano é 1922, e Indiana já domina nada

menos que 27 idiomas. Em 1925, surge seu primeiro emprego: professor na Universidade de Londres. Porém, como parece ter formigas na bunda, Indy não pára quieto, transitando entre empregos na Inglaterra e Estados Unidos. Em 1930, envolve-se até mesmo com discos voadores (em história narrada pelo livro Indiana Jones and the Sky Pirates). Os romances que trazem Indy como personagem principal também relatam suas caças pela pedra filosofal, ovos de dinossauros e múmias roubadas. Em 1935, o videogame Indiana Jones and the Emperor's Tomb mostra como ele acaba se envolvendo na busca pelo Coraç

ão do Dragão, uma poderosa pérola negra que dá ao seu dono a capacidade de controlar mentes alheias. No mesmo ano Indy se envolve em uma aventura que envolve as Pedras de Sankara: é o enredo do filme Indiana Jones e o Templo da Perdição.

Em 1936, Indy viaja até as selvas do Peru em busca de um ídolo dourado. Para sua desgraça, o amuleto acaba nas mãos de seu rival Belloq. Alguns mese

s depois, reencontra seu inimigo e uma paixão de juventude, Marion Ravenwood, em meio ao deserto da África, durante a busca por uma certa Arca da Aliança. Em 1937 consegue um emprego no Barnett College, em Nova York. No ano seguinte recebe a visita de um colecionador de antiguidades, Walter Donovan, que informa que seu pai, Henry (personagem impagavelmente interpretado por Sean Connery), desapareceu enquanto buscava pelo Cálice Sagrado. Viaja até a Itália, conhece uma certa doutora Elsa Schneider e envolve-se mais uma vez com nazistas. Ao final de mais uma jornada reconcilia-se com o pai, de que

m estava afastado há anos.

Novas aventuras envolvendo os diários de Marco Pólo, o continente perdido de Atlântida, a espada de Genghis Khan, os tesouros de Eldorado e as ruínas da Torre de Babel entreteriam nosso herói até meados de 1947, último ano em que suas aventuras são abordadas pelos livros e videogames. O que acontece com a vida de nosso arqueólogo predileto em 1957 é retratado no filme Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Já a série de TV dá um salto no tempo, resgatando as histórias de Indy no ano de 1992, quando, flagrado aos 93 aninhos de vida (porém, com corpinho de 83), Indiana é mostrado morando em Nova York junto com sua filha e netos. Será que, após o quarto filme para o cinema, conheceremos mais histórias do maior aventureiro de todos os tempos? Aguardemos pelas cenas dos próximos

capítulos...

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