quinta-feira, 23 de abril de 2009

Drops tecnológicos

Download fresquinho do forno da Mozilla Foundation, a nova versão do Firefox já se encontra disponível para download.

O lançamento público e atualização automática ainda não estará disponível até amanhã e segundo a notícia, essa versão contém uma quantidade maior de correções do que o normal. A instalação terá que ser feita por cima da versão atual. Quem não tem pressa, só esperar mais 1 dia e atualizar diretamente através do menu Ajuda.

Certa vez, tentei incluir o verbete a respeito da antiga revista eletrônica NO. na lista de desambiguação de palavras ‘no’. Foi imediatamente apagada e fui acusado de spam. Canção de Shakira pode estar na lista, um site que foi importante no início da internet brasileira, não pode. (...)

A edição da Wikipedia brasileira é tacanha, colonizada e ignorante. Moro no Vale do Silício. Por ter ouvido Jimmy Walles falar por aqui mais de uma vez – ele nunca dispensa uma oportunidade de falar em público – sei que vai contra as intenções originais de seu fundador.

O que o Juliano não diz claramente é o mais importante: no que se refere a assuntos brasileiros, a Wikipedia em português é extremamente pobre de informação. O motivo é evidente. Assim como ele experimentou frustração ao tentar colaborar, e eu experimentei, assim como meu amigo, quantos não devem ter enfrentado as mesmas barreiras? Temos, pois, a Wikipedia que seus editores permitem. Não é colaborativa. Tem dono.

A Wikipedia em português diz-se baseada em relevância, que só deve falar daquilo que é "importante". Pra mim isso é coisa da Barsa, da Brittanica... coisa de papel. Relevante para quem? O que é preciso para ser relevante no espaço virtualmente infinito da Wikipedia? Há claramente um julgamento de valor do que é "bom" e "ruim".

Enquanto isso, na versão em inglês da Wikipedia, a empresa onde eu trabalhei em NYC, que no auge pré-bolha deve ter tido 30 funcionários e olhe lá, tem seu verbete quietinho, sem ofender a Karma Police.

O resultado é óbvio: quem fala inglês primeiro procura alguma coisa na versão em inglês. Usar a versão em português é só como último recurso.

Atualização: Eu já esperava por isso. Um usuário brasileiro marcou o verbete sobre a empresa que eu trabalhei como "This article may not meet the general notability guideline." Não é relevante.

Pela primeira vez em muitos anos a Apple está perdendo a linha. Não sei se é a doença misteriosa de Steve Jobs, que afeta o Campo de Distorção da Realidade, mas a Microsoft conseguiu fazer com que o público percebesse o óbvio: Dá pra ser feliz com um PC, e Macs são mais caros.

A Apple por sua vez não quer assumir o estigma de computador de elite, pois na economia atual US$500,00 são uma boa diferença, e dificilmente justificável. A solução da empresa de frutas?

Mais comerciais Apple vs PC, dizendo que Macs funcionam melhor e dão menos problema (o que é verdade) e que PCs são complicadíssimos (o que é mentira) e que PCs demandam tarefas altamente técnicas como... esvaziar a lata de lixo (o que já é desespero).

Nos filmes acima John Hodgman, o "PC" diz que é um PC "incrivelmente fácil de usar", o que gera uma nota de rodapé monstruosa. Cada vez que ele fala de suas vantagens, mais e mais textos ilegíveis aparecem.

O pessoal do MacJournals gravou os comerciais em alta definição e transcreveu os textos. Falam de bloatware, da necessidade de baixar drivers para periféricos e definem uma rotina de manutenção para os PCs:

Routine maintenance should include (but is not limited to) the
following: download and install updated anti-virus software, run
anti-virus software, check for system updates, clean out registry,
defragment hard drive, free up disk space, remove temporary Internet
files, empty the recycle bin, remove unnecessary programs, run error
check utility and fix file system errors.

Vejamos; qualquer antivirus decente roda em background e baixa atualizações automaticamente. Idem o Windows Update, que no máximo avisa que há uma atualização a instalar. Limpar registro? Alguém faz isso? desfragmentar HDs deixou de ser uma realidade com o NTFS. Liberar espaço em disco, remover arquivos temporários de internet, esvaziar a lata de lixo e remover programas desnecessários é algo que qualquer sistema operacional demanda. E rodar utilitários e consertar erros de sistema de arquivos? A Apple está dizendo que o PC é tão frágil que o sistema corrompe naturalmente?

Melhora: Eles dizem que "Nenhum PC conectado à Internet está 100% imune a vírus, spyware, adware o outras formas de malware". Eu concordo, assim como devem concordar os donos dos Macs pwnados por hackers na Rede de Macs Zumbis descoberta recentemente.

Agora a cereja do bolo: "Uma vez por ano, usuários de PC devem backupear um ano de fotos e arquivos para CDs ou DVDs"

Isso mesmo: A Apple acha que usuários de PC só fazem backup uma vez por ano. Melhor, dão a impressão de que backups são um fardo carregado somente por PCs.

Curioso é que a Apple não só acredita em backup como vende a Time Capsule, um HD externo específico para isso.

A lógica é que PCs fazem backup uma vez por ano, já o Mac é tão seguro e eficiente ee infalível que faz uma vez por hora?

Essa resposta mal-planejada está gerando algo que não existia: Simpatia para os PCs.

Onde está Steve Jobs pra consertar essa caca toda?

Uma das técnicas mais antigas de publicidade é distribuir amostras de seu produto entre formadores de opinião. Os tais formadores de opinião, claro, mudam com o tempo. Hoje em vários campos são blogueiros, veja você. Por outro lado, um grupo que não deixa nunca de ter influência são as celebridades, e por mais que o pessoal técnico não goste, um gadget na mão de um ator de Hollywood é muito mais influente do que na mão de um blogueiro. Principalmente se for vendido para público leigo.

A Palm e a RIM fazem muito isso, promovendo inclusive lançamentos badalados, com um monte de famosos B-List e até alguns A-List.

Agora para o lançamento do Palm PRE, a estratégia mudou um pouco: De forma quieta, silenciosa e sutil vários famosos foram presentados com PREs, e provavelmente um cachê polpudo para usá-los em seu dia-a-dia. A mais recente a ser flagrada com um foi Angelina Jolie.

De nada.

A atriz foi consultada por um assistente de produção sobre suas impressões do aparelho. Angie disse que gostou mais do software do Pre do que do iPhone, que o teclado físico é melhor para digitar, mas as teclas são pequenas, e que a tela é bonita mas fácil de arranhar.

Interessa? Não, nem à Palm. O que importa é que a Angelina realmente goste do aparelho, passe a andar com ele por aí e milhões de moçoilas que querem ser igual à Sra Brad Pitt comprem um telefone igual, imitando sua ídola.

Nada a ver? Bem-vindos aos tempos em que telefones vendem como produtos normais e não curiosidades tecnológicas para geeks.

Nos velhos tempos não era fácil ser verde, já hoje em dia até lixo, se pintado da cor certa (verde, claro) vende. Bicicleta, que existe desde que o mundo é mundo, agora é "veículo ecológico", caminhar pela manhã, que era hábito saudável se tornou "salvar o planeta", na mente do ecochato ele é um herói por andar até a padaria, pois poderia muito bem estar pilotando uma mega-escavadeira destruindo florestas, no tipo de maniqueísmo que coloca de um lado o Capitão Planeta, do outro anti-ecologistas que querem dar uma bomba atômica para Hitler.

Quem ganha com isso? As empresas, claro, afinal é muito melhor para o mercado vender uma Sacola Ecológica por R$12,00 do que gastar dinheiro em sacolas de plástico.

Agora a Belkin entrou no hype ecológico: A linha Conserve é uma proposta revolucionária de filtros de linha que trazem a incrível capacidade de... desligar os aparelhos.

A teoria é que muitos aparelhos eletrônicos geram um consumo parasita, mesmo quando desligados. Há aparelhos que realmente abusam, como os decodificadores da Net ou o Nintendo Wii, mas no geral o consumo é desprezível. Mesmo assim, se isso te incomoda, há soluções.

A idéia de um filtro de linha com interruptores é legal, a American DJ vende uma régua com 8 interruptores individuais por US$29,99. Excelente para desligar carregadores de celular, e similares. Mas ela não é verde. Vamos melhorar?

O Belkin Conserve vende o conceito de "verde" por ser desligável. São duas entradas permanentemente ligadas e oito que podem ser desligadas. Mas não individualmente. Para piorar, o  liga/desliga é via controle remoto sem fio.

Isso mesmo. E tudo por apenas US$42,54.

Em conclusão: O sujeito paga o dobro por um produto menos versátil, gasta energia alimentando o circuito receptor do controle-remoto, porque não quer mexer o traseiro gordo e se abaixar duas vezes por dia para apertar um botão, mas vai dormir tranquilo, cheio de consciência ecológica?

Nunca estivemos tão perto dos humanos em WALL-E.

O retorno de Tomas Turbano Pinto

Dicas de tecnologia do Cardoso

Sua empresa é chata, arcaica e bloqueia tudo que o chefe não considera útil na Internet (ou seja, fora o maldito site do Louvre que era exemplo em 1975, no tempo do Trumpet/Winsock)?

Quer acessar o Twitter sem medo de ser feliz ou ser demitido?

Seus problemas acabaram: O SpreadTweet é uma aplicação que roda em Adobe AIR, e provavelmente ilegal, pois replica o Look & Feel do Microsoft Excel, mas na verdade é um cliente Twitter:

O programa tem toda a cara de uma planilha, a não ser que seu chefe olhe com atenção (não vai acontecer) passará batido. Há funções básicas como listar replies, mensgens diretas, enviar novos twitts. Nada muito complexo, mas o suficiente para você não ficar de fora da onda do momento, que é seguir o Twitter do Bonecão do Posto.

Com versões "Office OSX", "Office 2003" e "Office 2007", o SpreadTweet pode ser baixado deste link aqui. Se você não tiver o runtime do Adobe AIR, faz favor.

Segurança no ambiente de trabalho é essencial. Tá certo que no prédio em que eu trabalhava a porta da escada de incêndio na garagem era fechada com cadeado, mas de resto tínhamos até uma Comissão de Prevenção de Acidentes. Quer dizer, dizem. Nunca vi, era mais uma questão de fé.

Empresas com estrutura mais de fábrica entretanto não só possuem essas comissões como fazem trabalhos constantes de conscientização dos empregados para que não corram riscos desnecessários. Esses trabalhos em geral são muito chatos, mas devo dizer que o vídeo abaixo é de 1a linha, assisti até o fim e olha que nem peão mais eu sou.

Imaginem um cineasta de filmes de terror bem vagabundos, com orçamento de conserto de geladeira em Grande Elenco tendo liberdade criativa. Sam Raimi perde!

Funciona? Não sei, mas aprendi que acidentes de trabalho podem ser bem divertidos de testemunhar.

Que o brasileiro é cara-de-pau a gente já sabe, mas algumas vezes essa cara-de-pau atinge alturas inimagináveis. Se você não consegue imaginar 36.500Km de altitude, a chamada Órbita de Clarke, onde ficam os satélites geoestacionários.

Os satélites em questão são militares, colocados em órbita pela Marinha, Exército e Depto de Defesa dos EUA. Pois bem: vários anos atrás um grupo de desocupados descobriu que modificando equipamentos de radioamador era possível mandar sinais para esses satélites, que eram prontamente replicados, permitindo assim comunicação entre longas, muito longas distâncias.

Os desocupados em questão eram em grande maioria brasileiros, com profissões como caminhoneiros, lenhadores ilegais, traficantes e similares.

Esse uso, claro, é ilegal, pois se um rádio pirata interferindo com a torre de Congonhas já é ruim, imagine um sujeito cercado, no Afeganistão tentando pedir ajuda e sendo interrompido por alguém comentando o jogo do São Paulo...

A Polícia Federal já prendeu mais de 20 pessoas que eram espertas o bastante para participar de listas do YahooGroups sobre o tema, mas a quantidade de usuários ainda é muito grande, entre eles Fernandinho Beira Mar (se bem que esse não transmite mais) e o PCC. Além das FARCs e outros grupos terroristas.

Para mais detalhes, é só pesquisar no Google por Operação Satélite.

A técnica se espalhou, e hoje é fácil comprar equipamentos para modificar um rádio legítimo para usar esses satélites.

Adinei Brochi, Rádioamador da região de Campinas escreveu um excelente resumo da situação toda.

Aqui uma comunicação dessas capturada no YouTube:

Nos velhos tempos o Japão só tinha que se preocupar com a ocasional invasão mongol, um ou outro terremoto, aviões com a Silk Spectre pintada na fuselagem e Godzilla, mas os tempos são outros. Com o advento da tecnologia toda a malemolência, safardanagem e perversidão do homem nipônico veio à tona.

Enquanto isso se resumia a máquinas de vender calcinhas usadas e filmes pornôs envolvendo polvos (tem no Nipofilia, procure por conta e risco) tudo bem, o problema é que os japas tarados começaram a correr atrás das japinhas também nas ruas, e uma cultura foi criada em torno da arte de observar as vergonhas, altas e cerradinhas das supracitadas japinhas por debaixo da saia.

Há até um termo técnico para isso, Panchira (パンチラ). É comum inclusive em animes não-hentai, enquanto a gente ficava míope tentando ver a calcinha da She-Ra durante o seu clássico roundhouse kick, os japoneses viam a filha do Don Dracula só de roupa de baixo.

Claro, assim como nem toda sueca é tarada e nem todo brasileiro samba e gosta de futebol, nem toda japonesa adora ser atacada no metrô, muito menos por maníacos que tiram fotos por debaixo das saias.

A proliferação das câmeras digitais e celulares tornou isso caso de polícia. No Japão é proibido celular com câmera que não faz barulho ao tirar a foto, e a tendência está se tornando mundial.

Felizmente para as pobres vítimas, a polícia japonesa tem tempo para cuidar dos tarados, já que dos monstros quem cuida é o GAM (MAT). Vejam no vídeo abaixo uma tocaia da polícia de Toquio identificando e prendendo um desses tarados:

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Daigo, a fera, continua arrepiando nos campeonatos de Street Fighter

O campeonato mundial de Street Fighter IV chegou ao final neste fim de semana em San Francisco, Estados Unidos.

O campeão, mais uma vez, foi o japonês Daigo Umehara, de 27 anos. Confira abaixo a partida final, entre o jogador (controlando Ryu) e Justin Wong (Rufus). O vencedor, conhecido internacionalmente como "The Beast", deu uma verdadeira surra no gorducho Rufus... ele defenderá seu título em julho em Las Vegas.

Olhar para Daigo e pensar em seu nome de guerra, A Fera, nos faz amar ainda mais os videogames...

Confira vídeos das finais regionais aqui.

Não lambra dele? Então veja!

Os 20 games mais polêmicos já feitos

Flávia Gasi

Qualquer formato de mídia e entretenimento pode ser polêmico e controverso, desde livros de RPG até filmes. E, obviamente, os games também são conhecidos por causarem vários tipos de polêmicas. Há jogos que envolem sexo, drogas, violência extrema... alguns cruzam a barreia do bom gosto, como o Rapelay – um jogo japonês cujo objetivo do protagonista é estuprar mãe e filha (particularmente, eu nunca joguei, então não posso dar uma opinião mais apurada) – e outros causam frisson em somente alguns países. Às vezes pelos motivos mais estranhos...

Alguns títulos fazem parte da história dos jogos eletrônicos por causarem um reboliço enorme – claro, isto independe do jogo ser bom ou ruim, o foco é o tipo de conteúdo que o jogo trata e não se ele consegue desenvolver este conteúdo de forma satisfatória para o jogador.

Depois de participar do Debate MTV, em que a premissa era discutir se games violentos podem causar comportamentos violentos, eu decidi listar os 20 jogos mais controversos da história (pelo menos um deles é até bem ingênuo, a não ser para os governantes brasileiros). Entram aqui games que causaram algum tipo de polêmica entre o governo ou a sociedade. Alguns deles levaram a banimentos ou criação de regras, como a faixa etária dos games. A violência também não precisa ser somente sangue, ela pode acontecer pr meio de racismo, machismo, etc. Vamos em ordem alfabética, afinal o primeiro da lista poderia ser o jogo que inventou violência nos games ou o que levou isto ao extremo:

Jogos polêmicos

BioShock – 2006
Matar ou não matar criancinhas para colocar as mãos em um precioso material genético? Pois é, nos Estados Unidos há uma crescente discussão acerca das escolhas morais que os games proporcionam e o estopim para o questionamento foi BioShock.

Jogos polêmicos

Bully – 2006/2008
E a Rockstar consegue de novo... games controversos são com ela mesma e, desta vez, ela resolveu colocar a escola no centro do picadeiro. Os críticos de game dizem que Bully faz com que a violência nas escolas pareça algo trivial. Claro, outras coisas chamam a atenção, como a possibilidade do herói ter relações homossexuais (nunca entendi qual o problema com isso); o professor de educação física ser um tarado e maníaco sexual. O Brasil baniu Bully em 2008: é proibido o comércio, a importação e a disponibilidade do jogo. A multa para quem vender o jogo é de mil reais, e a decisão foi tomada pelo juíz gaúcho Flávia Mendes Rabelo.

Jogos polêmicos

Carmageddon – 1997
Lembra desse? O game de atropelamentos mais famosos de todos os tempos ganhou uma versão diferenciada em países como a Alemanha – ao invés de pessoas, você podia assassinar zumbis e outros seres de ficção. Outros países, como a Austrália, acharam que o jogo era para maiores de 15 (e não 18) anos, e pronto. No Brasil... adivinha? Sim, foi banido.

Jogos polêmicos

Counter-Strike – 1999
Outro game da série: proibido no Brasil porque nosso governo é burro a beça. Olha só, a proibição de Counter-Strike aqui se deu por conta do mapa brasileiro do game. Claro, o mapa que se passa em uma favela no Rio foi criado por um fã e não existe no título propriamente dito. Mas, como o Brasil é mostrado (por um fã) de forma “feia, boba e cabeça de minhoca”, então tivemos que banir este estrupício da natureza. Nossos filhos não vêem violência no Rio, a não se que um game mostre para eles. Não é óbvio?

Jogos polêmicos

Custer's Revenge – 1982
Se você acha que esta coisa de games mexerem com temáticas como estupro é novidade, pense de novo. O mote de Custer´s Revenge, lançado para Atari era que o protagonista (caubói) escapasse de ataques indígenas para alcançar uma bela índia e bem... você entendeu. Claro, o game sofreu um milhão de processos, por grupos que afirmavam que seu conteúdo era racista e machista.

Jogos polêmicos

Death Race - 1976
O primeiro dos games de corrida em que seu objetivo é atropelar as pessoas. Os pontos são acumulados dependendo de quantas pessoas acabam mortas. Pois é, e o game é de 1976, gente! Basicamente, a comunidade ficou tão alvoroçada que a produção do game teve que acabar.

Jogos polêmicos

Doom – 1993
Além de firmar o gênero de tiro em primeira pessoa e popularizar os jogos em rede, Doom também é considerado um dos primeiros games a conter violência extrema. Com imagens de assassinatos, sangue e demônios, o game foi citado por diversas igrejas como objeto do demônio e chegou a ser considerado um “simulador de assassinatos em série”. A polêmica voltou a ficar em alta depois do genocídio em Columbine High Scool, em 1999, quando os assassinos adolescentes se afirmaram fãs do game e planejaram o crime dizendo que seria parecido com Doom. Muitas famílias chegaram a processar o jogo.

Jogos polêmicos

Duke Nukem 3D – 1996
Strippers explodidas, montanhas de palavrões e defecamento na cabeça de alienígenas = tríade para controvérsia. Existia uma senha para bloquear todo este conteúdo sanguinolento, mas os pais não sabiam que ela existia. No Brasil, o c caso foi pior: em 3 de novembro de 1999, um estudante Mateus da Costa Meira, assassinou três pessoas no cinema, que passava o filme Clube da Luta.  Ele foi condenado a 120 anos de prisão, e, em depoimentos citou Duke Nukem 3D – o game tem um cinema na sua primeira fase. O jogo já tinha sido lançado há quatro anos, mas foi proibido.

Jogos polêmicos

Ethnic Cleansing – 2002
O game baseia-se em uma limpeza de etnias e foi criado por uma organização neo-nazista. Isto é, o jogador deve matar todo o tipo de negro e latino que ele encontrar pela frente, até chegar ao sistema de metrôs, onde o foco é o genocídio de judeus. No final, você encontra o Centro de Controle Judaico e descobre que Ariel Sharon planeja dominar o mundo. Ele é o chefão final do game.

Jogos polêmicos

Everquest - 1999
Bom... Everquest é o típico RPG online... Mas o Brasil baniu o game – vale contar que ele não existe oficialmente em território nacional. Nossos gloriosos políticos resolveram que o game pode ser prejudicial à juventude porque elas podem acabar “viciadas” e, para completar, você pode fazer escolhas boas e ruins. Isto é, a possibilidade de fazer escolhas “malignas” é algo que um game não pode ter! Imagina, ninguém nunca faria escolhas ruins na vida, não fossem os games mostrarem que isto existe no mundo.

Jogos polêmicos

Grand Theft Auto: San Andreas – 2004
Todo mundo já sabia que a série GTA contava com homicídios, atropelamentos, prostitutas e mais. O caso que ficou famoso em San Andreas foi um modo chamado Hot Coffee. No games, CJ, o protagonista, levava as garotas para o quarto e tudo que o jogador podia ouvir eram alguns gritos  e gemidos. Agora, com a modificação, você podia brincar com seu próprio simulador de sexo (com direto a apertar botões no ritmo certo). Claro, redes mais “ingênuas” como o Wall-Mart pararam de vender o game e muitos pais processaram a produtora do game. Para eles, seus filhos ficaram traumatizados com a cenas de sexo.

Jogos polêmicos

Killer 7 – 2005
A trama de Killer 7 envolve um assassino de 60 anos que pode se manifestar em sete personalidades no mundo real, cada uma com características distintas, como modus operandi (leia-se jeito de matar). Eles também podem coletar o sangue das vítimas para curar os seus ferimentos. O game foi condenado por ter forte violência, cenas de sexo e diálogos pesados.

Jogos polêmicos
Left Behind: Eternal Forces – 2006
Aqui você pode detonar e matar todas as pessoas que não acreditam em Cristo. Sim, isso mesmo! Você deve encontrar o anticristo e transformar todos em seu caminho. Quem se recusa, toma bala.

Jogos polêmicos

Leisure Suit Larry – 1987
O primeiro game de Larry saiu em 1987 para PC. Sua fórmula era bem simples: o game descrevia o ambiente e suas ações deveriam ser escritas, como “open door”. Larry é um virgem de 40 anos que viaja para um resort atrás de garotas. A produtora, Sierra, tinha medo de fazer muita propaganda do produto, pois algumas lojas já tinham se recusado a vender o game. O conteúdo adulto de procura de sexo acabou se tornando uma formúla de sucesso e o primeiro game chegou a vender mais de 250 mil cópias.

Jogos

Manhunt 2 – 2007
Manhunt 2 é do mau, é distorcido, é ultra-violento. Eu adorei e morri de medo. Por conta das cenas de execuções terríveis, seu objetivo é assassinar as pessoas da pior maneira que encontrar, o game foi banido de vários países e sofreu processos nos Estados Unidos. Sufocamentos com sacos plásticos, uso de assessórios para arrancar membros... quão maior a criatividade, maior a pontuação.

Jogos polêmicos

Mortal Kombat – 1992
Antes de Mortal Kombat, Street Fighter dominava a cena de jogos de luta, e a Midway, desenvolvedora, sabia muito bem como chocar as pessoas. Primeiramente, os caras digitalizaram atores de verdade e possibilitaram um avanço enorme em termos de gráficos, depois colocaram sangue (você tinha que desabilitá-lo em uma tela de código, mas ele estava lá), e adicionaram os Fatalities. Por conta disso, Mortal Kombat foi um dos games citados em uma sessão do congresso norte-americano em 1993 para a criação da ESBR, uma organização que impõem a classificação de uma faixa etária indicativa para games.

Jogos polêmicos

Night Trap – 1992
Este é um caso de muito barulho por nada. Um grupo de garotas vai para uma inocente (mesmo) festa do pijama na casa do Sr. e da Sra. Martin, que tem, aparentemente, uma família norte-americana normal. Uma das meninas é vampira e o game começa a pegar fogo daí. Night Trap também foi parar no congresso (na mesma sessão de Doom) e muita gente disse que o game era vergonhoso, ultra-violento, nojento, e que ele encorajava prender e matar mulheres. Ué, mas seu objetivo é exatamente salvar as garotas. Hm??!! Não dá pra entende, certo?

Jogos polêmicos

Postal  – 1997
O jogo de tiro se baseia em uma mecânica diferenciada (até então): não basta sobreviver à fase, mas é necessário matar uma certa porcentagem de NPCs em cada mapa. O game era tão violento  que foi proibido na Austrália e na Nova Zelândia. Também não ajudou que o game foi nomeado por conta de uma série de homicídios cometidos por carteiros descontentes nas décadas de 1980 e 1990.

Jogos polêmicos

Resistance: Fall of Man – 2006
Calma, o problema aqui não é a quantidade de tiros, mas o uso da imagem de uma igreja. A Manchester Cathedral aparece em meio a alienígenas e sangue, sem permissão, e a Igreja da Inglaterra não ficou muito feliz em perceber isso. Eles pediram um documento de desculpas público e, também, que o game fosse retirado das prateleiras. A Sony realmente pediu as tais desculpas públicas, mas disse que um conto de ficção não tem nada a ver com os “problemas contemporâneos de Manchester”.

Jogos polêmicos

Rule of Rose – 2006
Jogo de terror psicológico e bem pesado, causou controvérsia em diversos países por conta do uso da violência e de um roteiro que se utilizada de sexualidade entre meninas pequenas. Foi banido na Itália, quando o prefeito de Roma Walter Veltroni disse que “as crianças tem o de serem protegidas da violência”. Uma revista italiana chegou a dizer que para vencer o jogo você deve enterrar uma menininha viva.

domingo, 19 de abril de 2009

O IPI baixou e o resto?

Análise sobre o novo Street Fighter IV

Rodrigo Cezzaretti

      O mundo está em franca evolução tecnológica. Esse processo de aprendizado e absorção de conhecimento acompanha a humanidade desde os primórdios da civilização.  As novas descobertas enchem nossos olhos e, a cada ano, uma avalanche de novidades nos bombardeia . Os jogos de videogame seguem, com afinco, essa tendência.

      A geração atual de consoles elevou essa transformação a um nível nunca antes imaginado. Gráficos supremos, jogabilidade insana e enredos de tirar o fôlego estão presentes no dia a dia dos gamers de plantão, nomes para ilustrar essa afirmação não faltam. Jogos como: Gears of War, Bioshock, Metal Gear 4 e  GTA IV estão presentes em todas as formas de mídia, popularizando o videogame e certificando o mundo da qualidade da suas produções.

      Novas adaptações de games antigos - temos que lembrar que para a geração atual a década de 90 é quase uma antiguidade-, na maioria das vezes, não são vistas com bons olhos. Grandes bombas foram produzidas, e com isso, a desconfiança pairou sobre esses lançamentos. Todas as vezes que um remake é anunciado “torcemos o nariz’ e a desconfiança é geral.  Golden Axe causou um certo furor na mídia especializada mas seu  lançamento, assim como o jogo em si, foi um tremendo fracasso.

 

Com grandes hypes, vêm sempre grandes responsabilidades

      A expectativa gerada é a grande vilã da história. Muitos jogos fazem parte da nossa história, e qualquer notícia envolvendo seus nomes causa um grande rebuliço. Essa realidade foi vista com o lançamento do primeiro vídeo de Street Fighter IV, em outubro de 2007,  onde víamos Ryu e Ken em um combate sem precedentes. O visual, o cenário, o combate, tudo foi colocado em questão e a ansiedade alcançou níveis estratosféricos. A cada segundo de apresentação o coração de todos que acompanharam a série saltava pela boca e uma dúvida ficava no ar: Será que vai ser tudo isso mesmo?

      O tempo foi passando e os personagens foram apresentados. A reformulação estava acontecendo e vídeos com testes japoneses empolgavam  pela sua capacidade gráfica. As perguntas foram respondidas dia 17 de fevereiro de 2009, com seu lançamento mundial. O game está na minha vida desde 1991 com o surgimento de Street Fighter 2, pois ainda menino comprava algumas fichas para me deliciar em um estilo e jogo não muito comum naquela época. Quem viveu aquele momento sabe do que estou falando. Uma infinidade de crianças disputavam palmo a palmo os “contras”, se vangloriando por acertarem algum hadouken ou quebrar a defesa do adversário com um golpe certeiro dos seus personagens preferidos. As vozes eram precárias, e a nomenclatura dos golpes era difícil de entender.

      As novidades sobre o Street Fighter eram aguardadas como anúncio de um grande blockbuster. Certamente, todos os jogos de luta que vieram a seguir copiavam de alguma forma o modelo de combate. O último lançamento da série ocorreu em 1997, com nosso amigo Street Fighter  3, entretanto, não se tornou um sucesso como seus antepassados.

O jogo e sua revolução SF IV

     Com o game no console, a expectativa aumenta. Toda o hype criado tinha que ter algum fundamento. Desde a cena de abertura, o game dá um show. Filmes criados a partir do primeiro vídeo ilustram todo o contexto do jogo e combates insanos são descritos de uma forma esplendorosa.  Muitos personagens já estão disponíveis para a escolha, e todos os lutadores clássicos estão desbloqueados para deleite da geração dos 30 anos. Nomes como El Fuerte, Rufus, Viper e Seth são alguns dos novos combatentes da saga. Cheios de estilo e com a caracterização bem peculiar da série, todos se integram tranquilamente causando a sensação de “velhos conhecidos”.

     Nem tudo são flores. Para você jogar com todos os 22 lutadores terá que terminar o jogo diversas vezes e com personagens distintos. Isso pode frustrar um pouco, afinal, quem não quer destruir os inimigos com o especial mortífero do Akuma? A novidade é Gouken. Sim, o mestre de Ryu e Ken está presente e possui habilidades interessantes, se tornando um personagem mortal nas mãos de um “viciado” de plantão.

 

Cada lutador com seu estilo próprio e essência sem igual

     As características individuais de cada um estão bem específicas. A velocidade, força e precisão estão equilibradas, se adaptando ao estilo de todos os gamers. Não adianta esperar do  Dhalsin a velocidade incrível do  Fei Long, ou ainda a destruição do E. Honda. Ou seja, cada um na sua particularidade específica, mas profundamente mortal. Os combos surgem de forma tranqüila. A velocidade do game é balanceada e a sequência dos golpes soam como algo natural para os conhecedores da série, além de ser de fácil aprendizado par os novatos. A inclusão do “Focus Attack” é uma inovação interessante. Pressionando os dois golpes médios, soco e chute, esse recurso é acionado, podendo cancelar até um golpe especial. Mas é claro que tudo deve ser bem calculado.

      Sim, agora podemos verificar o que cada lutador é capaz apertando o botão Start do controle.  Uma espécie de tutorial surge na tela e os golpes, com seus respectivos nomes, são apresentados.

      Tudo é muito bem explicado, com desenhos e seus botões específicos.  Parece bobo, mas em alguns casos ajuda bastante. Um ponto negativo fica por conta do controle do Xbox 360 pois para efetuar os golpes com precisão levamos um tempo, afinal, parece que o D-Pad  não foi concebido para essa utilização.

     Os cenários estão renovados, e com uma profundidade simplesmente fantástica. Tudo em volta parece ter vida e a interação com a luta é continua. Ruídos, tremores, aplausos...tudo está envolvido com o combate e a sensação de 3D é constante. Sem querer estragar nenhuma surpresa, vou citar o estágio do vulcão como um dos mais interessantes. A cada explosão de magma a sensação de imersão no cenário é incrível. Se você tiver um home theater ligado ao console sentirá toda a imensidão desse acontecimento. O som está bem mixado, e a nomenclatura dos golpes está muito melhor que no seu irmão mais novo...Brincadeiras a parte é possível identificar cada um dos movimentos, e as músicas temas foram bem compostas, aproximando o gamer com a proposta de cada lutador.

     Os golpes especiais e os ultra-combos são um show a parte. As animações criadas para sua execução e os resultados finais são empolgantes. O destaque fica por conta do ultra-combo do nosso amigo Akuma. Depois de pronunciar algumas palavras a tela escurece, e um temido som toma conta do ambiente. A derrota esta oficializada e o estrondo do desespero toma conta dos ouvidos.

 

A batalha que não pára no offline

     Os combates online prometem.  A disputa para encontrar o melhor dos melhores esta para começar. A Live será palco de querelas intensas e de muitas apelações.  Para testar o game, a e-Zone convidou duas pessoas que não estão familiarizadas com jogos de luta. Com esse convite, entenderemos se a Capcom acertou mesmo ou é papo de ufanista ( imparcialidade acima de tudo, mas não custa pedir uma segunda opinião...). Rafael de Castilho, 23 anos e estudante de Geografia afirma que o game é muito bom, mas tem uma pequena ressalva “ O jogo é ótimo. É evidente que ocorreu uma grande revolução na parte gráfica. Entretanto, o controle do Xbox ainda atrapalha para a execução dos golpes.”

     Ronaldo Baccaro, 29 anos e administrador de empresas, ficou boquiaberto, mas enfatizou que não é sua preferência: “Não é meu estilo de jogo, contudo, é um game que prende a atenção, muito movimentado, dinâmico, com uma ótima trilha sonora, acompanhada de bons gráficos”.

Finalizando a Saga

     O ponto negativo da produção fica por conta dos cenários aleatórios. Quem segue a história de SF sabe que cada personagem possui um local específico para as lutas, com suas particularidades  implícitas na tela. Aqui o combate rola em lugares aleatórios, causando certa decepção quando vemos uma luta entre Ryu e Ken na floresta amazônica. Nada de muito grave, mas cada lutador ficaria muito melhor em seu habitat natural.

     Só mais uma coisa. Seth, o último chefe, certamente, é o mais “apelão” da história dos games. Pode preparar sua paciência e treine muito, pois derrotá-lo no Hardest é bem complicado.

     Com 22 personagens carismáticos, uma jogabilidade intacta, gráficos dignos da geração atual e uma história recheada de peso, Street  Fighter IV além de ser recomendado, se tornará um marco para os jogos de luta. Vale a pena conferir e, acima de tudo, vale a pena viver parte dessa história criada pela Capcom, que modificou a maneira de encarar o gênero e trouxe para nossa história lembranças nostálgicas, perdidas em 1991.

Casa dos Simpsons de verdade

Os Simpsons

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Guitar Hero Van Halen?

Van Halen
Já faz algum tempo que um game musical inspirado no grupo Van Halen vem sendo cogitado, porém sempre tudo foi mantido em completo sigilo. Só que agora o site alemão Unterhaltungssoftware Selbstkontrolle (WTF!) fez uma menção ao jogo Guitar Hero: heading Van Halen a ser lançado para PS3 e Xbox 360.

O CEO da Activision Bobby Kotick já demonstrou mais de uma vez interesse em lançar um título da série com a banda, e rumores recentes apontavam para o possível lançamento em 2009.

E aí pessoas, será que AGORA VAI?

Só para dar um gostinho!

Wireless de 1Gb, dá pra tu?

Se você precisa de uma conexão wireless full-duplex de 1Gbps a curtas distâncias e tem pelo menos 10 mil dólares para investir, considere o aparelho abaixo, o FlightLite G.

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A vantagem de usar sistemas assim é não usar espectros regulados por agências como a Anatel e a desvantagem é sofrer com intereferências atmosféricas, como nevoeiro e chuva muito forte, se as distâncias forem longas, como 2km. Um parque industrial, campus, ou vários prédios podem ser totalmente conectados usando esse sistema, sem a necessidade de cabos.

Pense numa rede ultra-rápida de um centro empresarial que usaria os cabos apenas como backup, mas mesmo assim, segundo o fabricante, em distâncias curtas, mesmo com tempo ruim, em cidades como Londres, ainda é possível ter 99.5% de qualidade de conexão até 125Mbps. Nada mal. Quem estiver interessado(a) na parte técnica e física, leia esse documento explicando em detalhes o funcionamento do sistema.

 
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