sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tecla Control

AGENDA

Deckadas e Jack Black
Rua Dr. Manoel A. B. de Araújo, 500, Ponta Negra, Natal - RN, 59090-430
Sexta-feira, 03 de abril
Até às 23h30: R$ 12 (mulher) e R$ 15 (homem); após às 23h30: R$15 (mulher) R$ 20 (homem)

Dancing Days
Rua Dr. Manoel A. B. de Araújo, 500, Ponta Negra, Natal - RN, 59090-430
Sábado, 04 de abril
Até às 23h30: R$ 12 (mulher) e R$ 15 (homem); após às 23h30: R$15 (mulher) R$ 20 (homem)

Samba no Sancho
Rua Aristides Porpino Filho, 3163, Ponta Negra, Natal-RN
Domingo, 05 de abril
R$ 10

Bere Guedê e Djs
Av. Hermes da Fonseca, 754, Tirol - Natal/RN
Sexta-feira, 03 de abril
Antecipado: R$ 15 (mulher) e R$ 20 (homem); Na hora: R$ 20 (mulher) e R$ 25 (homem)

Mobydick canta Jovem Guarda
Aprecie Pub: Rua das Algas, 2282, Alagamar, Ponta Negra.
Sexta-feira, 03 de abril
R$ 10

Grupo Corpomente mostra dança indiana
Departamento de Artes da UFRN
Sexta-feira, 03 de abril
1 kg de alimento não perecível

Os Grogs na "Festa do Chapéu"
Aprecie Pub: Rua das Algas, 2282, Alagamar, Ponta Negra.
Sábado, 04 de abril
R$ 10 (pra quem for de chapéu) e R$ 15 (para os sem chapéu)

Programação do fim de semana
Av. Eng Roberto Freire, Ponta Negra. Natal - RN
Dias 03 e 04 de abril
R$ 15 (até meia noite) e R$ 20 (após 00h)

Sessão Cine Café
Nalva Melo Café Salão: Av. Duque de Caxias, 110, Ribeira
Sexta-feira, 03 de abril
R$ 2

Passeio Fotográfico / Ponte Newton Navarro
Ponte Newton Navarro - Mercado da redinha
Sábado, 04 de abril
Gratuito

Feijão com Rock
Village Real - BR 101 , KM 114 - Parnamirim/S. José
Domingo, 05 de abril
R$ 10 (antecipado) e R$ 15 (na hora)

Segundo dia do Rock Potiguar
Dosol
Sexta-feira, 03 de abril
R$ 12 (antecipado)

Terceiro dia do Festival Rock Potiguar
Dosol
Sábado, 04 de abril
R$ 12 (antecipado)

Último dia do "Rock Potiguar"
Dosol
Domingo, 05 de abril
R$ 12 (antecipado)

Forró Diferente com Mastruz com Leite e Cavalo de Pau
Espaço 21 - Cidade Verde
Sábado, 04 de abril

Amazan
Forró do Pote: Estrada de Pium
Sábado, dia 04 de abril
R$ 20

Espetáculo "A cigarra e a formiga"
TAM: Praça Augusto Severo, Natal - RN
Domingo, 05 de abril
R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia)

Estação Folia: Mastruz com Leite, Cavalo de Pau e Limão com Mel.
Shopping Estação: Av Dr João Medeiros Filho, 2300 - Potengi
Sábado, 04 de abril

Tihuana
Arena do Hotel Imirá - Via Costeira, 4077
Sábado, 04 de abril
R$ 40 (inteira) R$ 20 (estudante)

Toquinho
Boulevard Recepções: Av Maria Lacerda Montenegro, S/N - Nova Parnamirim - Parnamirim/RN
Sexta-feira, 03 de abril
Mesa para quatro pessoas: R$ 240

Letto em "Fotografia das Falas"
Nalva Melo Café Salão: Av. Duque de Caxias, 110, Ribeira
Sábado, 04 de abril
R$ 5

Show de humor dos "Deznecessários"
TAM: Praça Augusto Severo, Natal - RN
Dias 03 e 04 de abril
R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)

I Mostra Gira Dança
Rua Jundiái, 641, Tirol
Sexta-feira, 03 de abril

GAME

Em 1nsane você se sentirá livre para percorrer os caminhos que quiser sem se preocupar com nenhuma sinalização, portanto esqueça as estradas e entre pelos locais mais radicais do planeta.

Prepare-se para este off-road, capotar pode se tornar freqüente durante o jogo, mas não perca as esperanças e corra para buscar o seu objetivo que é, claro, a vitória!!

Estilo: Corrida
Idioma: ingles
Tamanho: 65 Mb
Formato: Rar

Easy-Share Megaupload RapidShare

CINEMA

Curta Urbanidade

Ele Não Está Tão a Fim de Você

Gran Torino

Milk - A Voz da Igualdade

Monstros vs. Alienigenas

O Grilo Feliz e os Insetos Gigantes

Pagando Bem, Que Mal Tem?

Passageiros

Quando Estou Amando

Quem quer ser um milionário?

Se Eu Fosse Você 2

Velozes e Furiosos 4

DVD

LEITURA

  • Biografia definitiva de John Lennon - escrita com base em extensa pesquisa e em documentos e depoimentos inéditos de Yoko Ono, Sean Lennon e Paul McCartney
    Entre as muitas revelações contidas nesta nova biografia de John Lennon, talvez a mais inocente seja a de que, ao contrário do que se acreditava até hoje, não foi a tia, Mimi, mas sua mãe, Julia, quem lhe deu a primeira guitarra. Bem menos inocente é a identificação correta da verdadeira musa de "Norwegian Wood", canção dos Beatles que relatava um evidente caso extraconjugal do líder da banda.
    Mas nem uma coisa nem outra dá a tônica à cuidadosa pesquisa realizada por Philip Norman ao longo de três anos. Longe de contentar-se com curiosidades ou mexericos, John Lennon: a vida é o relato biográfico mais completo já escrito sobre uma das personalidades mais fascinantes da segunda metade do século xx: John Winston Lennon, nascido em 9 de outubro de 1940 e tragicamente morto a tiros em 8 de dezembro de 1980, na entrada do edifício Dakota, em Nova York.
    Com acesso a documentos inéditos e testemunhos diretos de Yoko Ono, Sean Lennon e Paul McCartney, entre outros, Norman começa por descrever em detalhes a infância e a adolescência do ex-Beatle, e logo traz à tona episódios e personagens cruciais para o entendimento de uma figura tão unanimemente admirada quanto controvertida. O pai, Freddie Lennon, é uma delas, e seu lado da história ganha aqui, pela primeira vez, um relato pormenorizado. Não menos surpreendentes são os episódios jamais divulgados da vida do ex-Beatle, como a surra feroz e injustificada que, ainda em Hamburgo, Lennon teria dado em Stu Sutcliffe, mais tarde apontada como possível causa da morte prematura do amigo, em 1962.
    Stu e Julia, Lennon admitiria mais tarde, foram as grandes perdas de uma existência marcada em igual medida pela genialidade e pela insegurança. Na outra ponta, Yoko Ono dá testemunho sincero e único dos quase quinze anos de vida a dois, e um comovente depoimento de Sean Lennon encerra o livro. Se, como mostra Philip Norman, John carregou por toda a vida a mágoa de não ter podido conviver mais tempo com a mãe, Julia, Sean não teve melhor sorte: tinha cinco anos quandoo pai foi assassinado - uma das trágicas coincidências de uma biografia tão rica quanto conturbada, apresentada aqui num texto cristalino, que alia rigor de pesquisa a qualidade literária.

  • Editora: Companhia das Letras
  • Autor: PHILIP NORMAN
  • quinta-feira, 2 de abril de 2009

    Ídolos de esgoto

    Certa vez, aos onze anos de idade, fui presenteado com um livro infantil. Chamava-se Harry Potter e a Pedra Filosofal, onde um personagem feio e magricela aparecia na capa voando em uma vassoura e tentando capturar uma bolinha dourada com asas. Minha reação, como a de quase todo jovem aos onze anos, foi simples:

    “Bah, livro” - E soca-lhe no armário.

    Não levou muito tempo até que, por indicação de um coleguinha de sala, surgisse o real interesse de, pela primeira vez na vida, ler um livro inteiro que não fosse obrigatório para alguma prova. Lá fui eu deflorar as inocentes e maculadas primeiras páginas do que veio a se tornar o “abrir de portas” para uma vida muito ligada à leitura e prática da escrita. O mais interessante, contudo, foi ter a oportunidade de ler o primeiro livro aos 11 anos, mesma idade do próprio personagem. A partir daí, um livro por ano e a sensação de ver meu próprio crescimento adolescente incutido numa obra literária de fantasia.

    Pois bem.

    Infelizmente, a esmagadora maioria da população brasileira possui o péssimo hábito de ignorar a leitura e viver numa realidade puramente audiovisual, fundamentada por novelas, programas de humor rasteiro e inútil (como Zorra, Casseta e adjacências) e, logicamente, o Big Brother Brasil.

    Para se ter uma idéia, enquanto a média dos países mais desenvolvidos beira 10 livros lidos por ano para cada pessoa, no Brasil esta média fica em 4,4 por ano. O resultado é notório, um povo sem informação, sem crítica, sem espírito de mudança, sem questionamento e extremamente supersticioso.

    Juntamente ao fato da falta de informação e interesse por aspectos sociais, econômicos e políticos, vemos cada vez mais um povo que tende à formação de ídolos de esgoto, tais como: Íris Stefanelli, Dado Dolabela e Fani. Dentre os quais, vale ressaltar, dois são ex participantes do BBB. A senhorita Irislene Stefanelli, por exemplo, é detentora de um dos maiores fã clubes de internet do país.

    Agora pergunto-lhes: que outra nação do mundo deteve ex participantes de um reallity show bobo e passageiro, como ídolos nacionais? Nem mesmo países da África. Somente um povo extremamente carente de intelecto poderia eleger a este status uma mulher sem absolutamente nenhum talento. Que dirá duas.

    Mas, afinal, onde quero chegar falando do problema da falta de leitura e a criação de pseudoídolos de esgoto?

    Simples, a prova de que a falta de interesse pelos livros não é um fator puramente social, mas sim individual, movido por uma preguiça inaceitável, numa sociedade que simplesmente se recusa a crescer e luta com todas as forças para permanecer na ignorância. Vide fato abaixo.

    Fani lança o livro “Diário Secreto de uma Ex BBB”, sua autobiografia.

    Ao ler tamanha palhaçada, quase fiquei louco. É o fundo do poço, mais uma vez. Aliás, o fundo nós já atingimos faz tempo, essa é mais uma perfuração além do citado patamar. As esperanças praticamente morrem.

    Para piorar, ela vai além. Não bastasse uma ex-bbb insignificante escrevendo sua autobiografia, ela teve que mostrar ainda mais a capacidade brasileira de ser manipulado. A capa do livro, absolutamente sem explicação, é ela… Nua! Haha!

    Podem ter certeza, este livro estará na lista dos mais vendidos durante vários meses, pois este é o nosso povo, esta é a nossa nação.

    Orgulhamo-nos tanto do calor brasileiro, da receptividade e simpatia que observamos diariamente… É, pois é… Sabe o que dizem: palhaço está sempre sorrindo.

    Por Felipe Neto

    Eis o rosto de Jacob

    Foi revelado o ator que fará Jacob em LOST. A partir daqui, continue por sua conta e risco.

    Trata-se de Mark Pellegrino, que recentemente participou do seriado Dexter. Duas cenas em que ele deve aparecer são quando Locke (Terry O´ Quinn) chega ao chão, quando cai do oitavo andar (e fica paralítico), e com o jovem Sawyer durante o enterro de seus pais.

    Jacob possivelmente aparecerá também quando Nadia, amada de Sayid (Naveen Andrews), morre, e no casamento de Jin (Daniel Dae Kim) e Sun (Yunjin Kim).

    Control+JR Apresenta: Ong Bak 2

    Em “Ong Bak 2,” Jaa interpreta um garoto pobre órfão resgatado e adotado por um grupo de mestres de artes marciais levantadas por uma colecção de artes marciais, vindo a se tornar um expert em vários tipos de lutas. Tony Jaa não é somente o protagonista neste filme, mas também assume a direção. Não foi divulgada nenhuma data de lançamento para este filme no momento.

    3estrleasdownload

    quarta-feira, 1 de abril de 2009

    Afunda logo

    Por: Christian Moreno
    01/04/2009

    Sinceramente eu não consigo entender o por quê, mas Se Eu Fosse Você 2 continua batendo recorde atrás de recorde.
    Agora, a comédia acaba de se tornar o segundo filme de maior arrecadação na histporia do cinema no Brasil. Atingiu R$ 49 milhões, superando Homem-Aranha 3 – que somou R$ 48,9 milhões em 2007.
    Assim, Se Eu Fosse Você 2 só perde para o quase imbatível Titanic, que em 1998 arrecadou incríveis R$ 78 milhões.

    ***

    Eu sei o porquê. Simplismente, essa merda de filme não sai de cartaz nunca. Enquanto Watchmen ficou apenas 3 semaninhas aqui no cú do elefante, essa buceta de filme está aqui a mais de 3 meses, ora 3 meses.

    terça-feira, 31 de março de 2009

    Sr. Donizildo em Medo de Barata

    srdonizildomedodebarata

    Seu cérebro é gay?

    O meu deu 9.

    Nooooooooooooooooooooooooooooossa!

    Seriesly?

    2ª temporada

    2x01 - Vortex -> Rapidshare - Sendspace
    2x02 - Heat -> Rapidshare - Sendspace
    2x03 - Duplicity -> Rapidshare - Sendspace
    2x04 - Red -> Rapidshare - Sendspace
    2x05 - Nocturne -> Rapidshare - Sendspace
    2x06 - Redux -> Sendspace
    2x07 - Lineage -> Rapidshare - Sendspace
    2x08 - Ryan -> Rapidshare - Sendspace
    2x09 - Dichotic -> Rapidshare - Sendspace
    2x10 - Skinwalkers -> Rapidshare - Sendspace
    2x11 - Visage -> Rapidshare - Sendspace
    2x12 - Insurgence -> Sendspace
    2x13 - Suspect -> Rapidshare - Sendspace
    2x14 - Rush -> Rapidshare - Sendspace
    2x15 - Prodigal -> Rapidshare - Megaupload - Sendspace
    2x16 - Fever -> Sendspace
    2x17 - Rosetta -> Rapidshare - Sendspace
    2x18 - Visitor -> Sendspace
    2x19 - Precipice -> Rapidshare - Sendspace
    2x20 - Witness -> Sendspace
    2x21 - Accelerate -> Rapidshare - Sendspace
    2x22 - Calling -> Sendspace
    2x23 - Exodus (Season Finale) -> Rapidshare – Sendspace

    segunda-feira, 30 de março de 2009

    Mario pegou a flauta e foi para um mundo muito diferente

    Como sobreviver a uma balada VIP

    Por Patrício Júnior

    Por alguma circunstância inexplicavelmente benéfica ao seu futuro, você ganhou entradas VIPs para uma festa. VIP mesmo. Pulseirinha com cores fosforescentes, camiseta com logomarca de cerveja ou até mesmo carimbo no pescoço que só aparece sob a luz negra: não importa como seu eu foi apartado do resto da multidão e erigido ao topo da cadeia alimentar das baladas. Só importa uma coisa: você é VIP.

    A primeira coisa a fazer é escolher a roupa. Tenha em mente uma verdade irreversível: os VIPs são sempre VIPs. O que leva à seguinte conclusão: por mais que esta balada tenha todas as potencialidades para ser a melhor da sua vida, não vá vestido como se não houvesse amanhã. Tente um visual (juro que quase escrevi look, juro) que equilibre elegância e despretensão. Traduzindo: não vá vestido como se fosse a primeira vez que sai de casa, muito menos como se estivesse indo a um churrasco na laje do Waldécio de Dona Nena, aquela de Seu Juvenal de Creusa, que casou com Toinha antes de engravidar Jerusa do armarinho de Tota. Enfim: esqueça, ao menos uma vez na vida, que você é pobre.

    Outro cuidado que você deve ter com a indumentária (juro que quase escrevi look), é fazer com que o símbolo máximo de seu apartheid baladístico esteja à mostra, bem visível, independente dos acessórios que você usar. Portanto, se vai colocar bijuterias, use apenas em um dos braços. O outro deve estar livre para a pulseira VIP. Se vai usar camisa de manga longa, arregace-as. O importante é que todos vejam (do segurança da área VIP ao vendedor do carrinho de cachorro-quente que você vai jantar) que agora você não é como o resto do mundo. Você é uma very important person.

    Ao chegar na tal balada, é bom ter em mente que os VIPs entram por outra porta. Então nada de entrar na fila comum perguntando se estão distribuindo sopão. Deixe essa piada infame pra fazer semana que vem, quando você tiver que se acotovelar para conseguir entrar na feijoada de Dodô no Clube de Mães. Esta noite, tudo será diferente. Entre pela porta VIP. Geralmente, não há filas. Mas se houver, não entre nela jamais. Parafraseando Veríssimo, VIP que é VIP nunca entra numa fila. Seguindo os passos da etiqueta vipística, você fica por ali por fora, vendo e sendo visto, bebericando de sua vodka ice (que foi 7 mangos no posto vizinho ao cachorro-quente de Tota) enquanto torce para que seja open bar e você não tenha que se desfazer dos cinco contos que lhe restam.

    Quando não há mais resquício algum de aglomerações, você se dirige à entrada VIP. O segurança olha pra você como se te conhecesse, mas você ignora. Claro. Os VIPs não cumprimentam seguranças, muito embora este seja Eunapiano, neto de Jerusa, filho de Nina com Seu Irineu. Você ignora.

    Claro que você não entra na festa diretamente na área VIP. Não teria graça nenhuma. O bom é dar uma circulada mostrando sua pulseirinha pra todo mundo, como dissesse “reles mortais, na hora do empurra-empurra estarei bem longe da sub-raça que vocês representam”. A melhor forma de dizer isso sem precisar efetivamente dizer é ser simpático com os VUPs (very unnecessary people). A simpatia dos VIPs com os VUPs é semelhante às cestas básicas que os podres de rico distribuem aos mais necessitados no Natal enquanto ceiam uma costela de vitelo com couscous de trufas brancas: é repleta de uma complacência que diz “ajudo” e “fique longe de mim” ao mesmo tempo.

    Depois dessa circulada, você finalmente vai pro camarote. Ah, tinha esquecido de dizer, camarote é a tradução pro português de VIP area. Mas pode significar muitas outras coisas. O que você entra pode ser apelidado, por exemplo, de fábrica da Matel. É, amigo, na área VIP ninguém tem a personalidade glútea de Juciara, nem as curvas de Jecylésia, muito menos os cachos fartos de Ralyssa Maiara (aquela de Seu Juvenal, que casou com Toinha  antes de engravidar Jerusa do armarinho de Tota). Todas as mulheres do camarote são exatamente iguais: cabelos esticados e loiros, vestidos presos por um cinto grande, costas nuas, sorrisos de plástico. Não que elas sejam ruins. Não mesmo. Enquanto depositórios de esperma, funcionam perfeitamente – e ainda têm a vantagem de ser mais quentinhas do que uma boneca inflável. Quanto ao resto, não espere mais delas que das supracitadas bonecas: o que preenche a cabeça de ambas é exatamente a ausência da mesma coisa.

    Circulando entre elas, você começa a se animar. Obviamente, elas exalam para suas narinas o feromônio do pecado, o ardiloso odor da volúpia, o insensato torpor da periquita em chamas. Mas sua excitação dura pouco quando você nota que as Barbies nunca ficam com o Senhor Batata: elas querem mesmo é o Ken. Que são, também, todos iguais: malhados, cabelos partidos no meio, camisetas coladinhas, calças da Gap. Você, definitivamente, não está nesse grupo. Mas nem é por sua barriguinha de chope, nem por seu corte de cabelo fora de moda (quase escrevi old fashion, quase). O que definitivamente coloca você para fora do Clube do Ken é sua camiseta da Riachuelo.

    Desiludido com as bonecas infláveis, você decide beber. Eis, então, o primeiro grande percalço da noite. Você não pode chegar no bar e simplesmente perguntar se a bebida é de graça. Que humilhação! Seria como assinar um atestado de liso (pré-impresso na sua camiseta). Então, você faz o caminho mais inteligente: se aproxima do garçom e, como se estivesse prestando atenção em outra coisa mais importante que comprar uma dose de uísque, pergunta quanto custa a garrafa do 12 anos. Veja bem, a garrafa. O garçom olha instintivamente para a sua camiseta (porque a futilidade das grifes não acomete apenas aos ricaços) e, sem acreditar que você tem dinheiro para pagar sequer por um copo d’água, responde: “Hoje é open bar”.

    Fogos espocam em seu cérebro, tambores rufam em seu peito, seu olhos lacrimejam espontaneamente, você diz a si mesmo que nunca mais voltará a se acostumar com o sabor do rum Montila. E então, contendo a emoção, você faz um ar blasé e fala sem notar que uma lágrima já desce por suas maçãs: “Me dá um uísque com energético”. E já completamente tomado pelo frenesi, acrescenta quase num muxoxo de dor: “12 anos, viu?”.

    O que acontece nas próximas horas é um misto de apresentação de balé contemporâneo e concentração do bloco Filhos de Gandhi. Resumindo: você se joga. Em menos de uma hora, você já passou do uísque-com-energético para o zuísgue-gom-enerzédigo. Isso depois de: cair por cima de um grupo de meninas que requebrava ao som do tuntz-tum (duas vezes); fazer o garçom derrubar uma bandeja de copos sujos sobre um Ken que sorria faceiro a outro Ken (duas vezes); usar o banheiro feminino intrigado com o fato de todos os homens, de repente, mijarem sentados e gritarem escandalosamente ao te ver (cinco vezes); fazer amizade com uma pilastra e comentar ironicamente o fato dela ignorar suas perguntas mas, contraditoriamente, não sair do seu lado (10 vezes). A vida é uma festa. Mas na terceira vez que você esbarra no garçom e o líquido azul do copo longo voa pelo ar, seu destino nesta balada VIP muda completamente.

    O drink voa diretamente a um casal que se beija encostado na parede. Você pensa rápido e resolve impedir que o incidente destrua o penteado da pobre garota (que, certamente, faria um escândalo ao ver sua escova arrasada, fato que culminaria em sua expulsão da boate). Você se joga em direção ao copo – com os braços juntos para diminuir o atrito do ar com seu circunférico ser – e num giro olímpico que deixaria qualquer Diego Hypólyto roxo de inveja, você rebate o copo no ar e desvia sua trajetória. O líquido se derrama sobre as lisas madeixas do rapaz. Que, ao perceber seus cachos de Maria Betânia emergirem de uma escova destruída, faz um escândalo.

    Deitado no chão, com o bico de papagaio latejando, você tem certeza de que ele ficou melhor de cabelos encaracolados. Antes era a cara Senhor Miyagi, agora está que nem o Cauby Peixoto. Mas antes que seu raciocínio possa ser vebalizado, seguranças invadem o camarote. As pessoas VIPs parecem apontar pra você e dizerem “está ali o representante dessa sub-raça”. Você é erguido por um rapaz que você tem certeza que já viu em algum lugar. Na porta da boate, você lembra o nome dele. E grita: “Eunapiano, neto de Jerusa, filho de Nina com Seu Irineu”. Antes de chutar seu traseiro, ele sussurra cruelmente em seu ouvido: “Eunaciano, panaca”.

    Bêbado, caído no chão, sentindo o gosto de terra, sem forças para se levantar (um farrapo humano, enfim), você acaricia a pulseirinha VIP que ainda repousa em seu braço. E sorri. Porque é muito bom ser VIP.

     
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